5 de agosto de 2013

Facebook

O blog "A escrita e eu" encontra-se agora também no facebook.
Ponham "like" na página:  https://www.facebook.com/blogaescritaeeu

Obrigada a todos 



4 de agosto de 2013

Eu acredito!

Eu acredito nos céus,
Na terra, nos vales.
Acredito na força do vento,
Na magia dos malabares.
Acredito nos mares.

Acredito em Deus, e não só.
Acredito no maestro
E no mi, no ré, no dó.
Acredito que poderemos ser pó.

Acredito na luz e na escuridão.
Saudade. Paixão.
E sei a força de um "Não!"
Mas muitas vezes digo "Sim"
Porque também tenho dias de acreditar em mim.

Também creio na humanidade,
No futuro. Espero não ser um pensar imaturo.
Tenho respeito pela natureza,
E mais não digo, nem dito.
Só quero deixar bem claro que:
Eu acredito!

23 de julho de 2013

O menino da lágrima

O menino da lágrima
Não sorria, só chorava.
A solidão era tanta
Que já nem sonhava.

O plano da foto é negro,
E não é segredo
Que neste olhar há a palavra
Medo.

Mas que mistério!
Este ar sério
Num foco atento
Que transmite o sofrimento.

A imagem não é o que parece,
Nem mudou com nenhuma prece
Pois habita na alma de um adulto,
Que vive um transtorno absoluto,
E ainda hoje convive com a solidão.


5 de julho de 2013

Um dia, noutro dia

Um dia serei o sol
Que ilumina um planeta.
Noutro dia serei a lua
Com o brilho e a rapidez de um cometa.

Um dia serei o vento
Para todo o mal destruir.
Noutro dia serei a magia
Que faz a criança sorrir.

Um dia serei uma caneta
Que regista as surpresas de uma vida.
Noutro dia serei o cérebro
Por onde passa a ideia despercebida.

Um dia também serei fé
Para mover montanhas.
Mas enquanto esse dia não chega,
Aqui fico com as minhas mensagens estranhas.

E creio que ficarei por muito tempo...


4 de junho de 2013

Quando as palavras me faltarem

Quando as palavras me faltarem,
Não sei o que será desta minha vida.
Quando as palavras me faltarem,
Começarei a ter um vazio
E deixarei de navegar à bolina.

Quando as palavras me faltarem,
O chão abrir-se-à diante de mim.
Quando as palavras me faltarem,
Não crescerá nada neste jardim.

Quando as palavras me faltarem,
Haverá frio, tempestade e vento.
Quando as palavras me faltarem,
Não sei como ficará este mundo desatento.

Mundo desatento.
Escuro. Deserto.
Mundo sem vida, sem preocupações.
Certo?

E que estas e outras palavras
Jamais me faltem.