28 de agosto de 2015

É já amanhã!


Como publiquei na página do facebook, amanhã entrevistarei o cantor português Bruno Mendez.
A entrevista será publicada no domingo.
Não percam!

capa do álbum "Viciado em ti", de Bruno Mendez

23 de agosto de 2015

Olá, mundo!

O meu aniversário comemorou-se no dia 22. Foi um dia muito bem passado cheio de amor e alguns presentes que adorei, como o headfone - perfeito para quem não vive sem música!

Para a semana já pretendo publicar a entrevista aqui no blog, se tudo correr como espero.

Deixo-vos uma foto do meu bolo delicioso de brigadeiro.

Com direito a "Parabéns Jheniffer" e tudo

17 de agosto de 2015

A Escrita Entrevista


Em junho, o blog publicou a sua primeira entrevista. O feedback foi super positivo tanto para mim como para a entrevistada que, inclusive, recebeu novos trabalhos após o nosso post.

Adorei a experiência de escrever sobre outras pessoas aqui no blog e, por isso, a nossa segunda entrevista sairá em breve. Desta vez o nosso entrevistado será um homem, um cantor português.

Sim, um cantor! Aguardem...



6 de agosto de 2015

O próximo que poucos vêem


Bom, já há algum tempo que quero escrever sobre este assunto e, durante uma discussão na aula de Ética e Legislação Jornalística na faculdade, surgiu a oportunidade que há muito esperava e, agora, não tenho como fugir deste post.

No Brasil, além de varredores de rua, estes profissionais têm um nome específico: garis. Sim, garis! Na verdade, podem também ser chamados de coletores de lixo mas, popularmente falando, é este o nome que se usa.

este é o "Sorriso", o gari mais famoso do Brasil. É conhecido pela alegria com que exerce o seu trabalho, principalmente quando limpa o Sambódromo do Rio de Janeiro, no intervalos entre uma escola de samba e outra: fonte

Estes senhores e senhoras que cuidam da limpeza do nosso espaço são pouco valorizados. Não sei exatamente o motivo, mas é a simples e triste ideia que nós temos de pensar que eles não fazem mais que obrigação de andar ali de sol a sol a varrer dezenas de lixo não só que o próprio ambiente produz como as folhas que caem das árvores, mas também o lixo que nós deitamos (jogamos) ao chão sem o mínimo de consciência.

É com cada frase que já ouvi (algumas até em tom de brincadeira, mas, como diz o ditado "a brincar, a brincar, é que se dizem as verdades"): "se eu não deitasse lixo para o chão, eles não receberiam ao fim do mês" ; "andar com uma vassoura na mão não é trabalho" e por aí vai...

uma manifestação onde estes trabalhadores reinvindicavam os seus direitos; fonte

Os varredores de rua são diariamente ignorados pelas pessoas que por eles passam. É como se o lixo que eles varrem tivesse mais valor que o próprio ser, afinal, o lixo ainda pode ser reciclado.... É um tremendo absurdo escrever uma frase destas, mas, se todos pararem para pensar, é esta a nossa realidade.

Não é só aqui no Brasil que há esta indiferença, em Portugal (é o país que posso citar porque é o que conheço bem, além do meu) acontece o mesmo. Posso ir de encontrão (esbarrar) a alguém desconhecido que peço logo desculpas, mas se esse alguém estiver fardado (uniformizado) e a apanhar lixo, é como se esse encontrão sequer tivesse acontecido. 
Incluive, posso passar por alguém e desejar um "Bom dia!" mas se esse alguém apresentar-se como descrevi acima, essa saudação está fora de questão porque o que realmente devemos fazer é levantar a cabeça ou olhar para o lado, enquanto o outro, ao perceber a situação, abaixa-se e continua o seu trabalho...

em Portugal, é assim que ele se vestem... ; fonte

Não estou a "julgar" o outro, estou apenas a mostrar como eu vejo a situação. E eu também nem sempre agi da maneira correta.
Obviamente nunca desprezei este tipo de trabalho - bastante digno por sinal! -, mas já me vi em situações em que uma "Boa tarde!" ficou por dizer...

Hoje em dia, procuro ver mais o outro, ainda que este outro esteja camuflado com uma roupa ou objeto que não seja bem visto pela maioria.
Portanto - e se o blog falasse! - pediria uma salva de palmas para essas pessoas que suportam os horrentos odores dos resíduos, as caras feias da mulher de saltos altos e finos e do homem com vestimenta clássica, ou de pessoas como eu que calçam uns ténis (tênis) e vestem umas calças jeans.

Afinal, quem seríamos nós sem o trabalho desses senhores? 

aqui está a prova que não é um trabalho exclusivo para homens; fonte


1 de agosto de 2015

Recado aos amigos distantes


Meus companheiros amados,
não vou espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.



um poema de Cecília Meireles; fonte